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24 junho 2006
O preço

Pobres árvores imóveis... Trocaram a liberdade Por uma vida longa. E o vento que corre o mundo e que as faz balançar ; despencando suas sementes... Ganhou a liberdade, mas quem pode vê-lo ou toca-lo? Pobre homem... Que não tem vida longa como as árvores e pensa que é livre como o vento, ganhou inteligência e sensibilidade e em troca... Vive em sofrimento
Nilo do Anjos
U2 e Mary J Blige, simplesmente emocionante!!

Lyrics:
One love
One blood
One life
You got to do what you should
One life
With each other
Sisters and my
Brothers
One life
But we're not the same
We get to
Carry each other
One blood
One life
You got to do what you should
One life
With each other
Sisters and my
Brothers
One life
But we're not the same
We get to
Carry each other
“One”
Is it getting better
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now?
You got someone to blame
You say one love, one life (one life)
It’s one need in the night
One love (one love), get to share it
Leaves you darling, if you don’t care for it
Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without
Well it’s too late, tonight
To drag the past out into the light
We’re one, but we’re not the same
We get to carry each other
Carry each other
One…
Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus?
To the lepers in your head
Well, did I ask too much, more than a lot?
You gave me nothing, now it’s all I got
We’re one, but we’re not the same
Well we, hurt each other
Then we do it again
You say
Love is a temple
Love is a higher law
Love is a temple
Love is the higher law
You ask me to enter
Well then you make me crawl
And I can’t be holding on
To what you got
When all you got is hurt
One love
One blood
One life
You got to do what you should
One life
With each other
Sisters and my
Brothers
One life
But we’re not the same
We get to
Carry each other
Carry each other
One…
One love
Bahias na copa
RENAT0 BAHIA


Tenho percebido, no pouco tempo de convivio com demais jornalistas do Brasil, que as coisas por aqui, como no nosso país, também se dividem em classes.
Por exemplo, aqui temos uma "elite jornalística", formada basicamente por estes homens e mulheres vestidos de verde. "Coincidentemente", sao deles os melhores locais nos estádios. Além disso, eles nao se sujeitam à temida "zona de mídia" para entrevistar os jogadores; sempre ficam instalados num andar no hotel da selecao, com sala de imprensa, de entrevistas, etc... assim, podem entrevistar os jogadores exclusivamente, realizar mesas-redondas e tudo mais o que quiserem. Não se locomovem nos ônibus disponibilizados para a mídia; possuem carros próprios com motoristas, quem carregue os equipamentos, enfim, toda uma estrutura à disposicao. Tambem muitos nao gastam com as passagens aéreas; normalmente esses vêm de "carona" no aviao da selecao... (Será que é por isso que ainda nao tenho escutado nada sobre a "máfia dos ingressos"? ). A única coisa que nao consigo entender é o seguinte: qual será a filosofia jornalística da empresa de comunicacao que pede o fim dos privilégios e "protecoes" em setores como o judiciário, política e etc?!?! Interessante se falar em fim de privilégios DOS OUTROS, nao? É por isso que eu sempre digo que a coisa só comeca a funcionar de verdade quando se tem EXEMPLOS partindo de nós mesmos. Infelizmente nao é o que acontece com os "homens de verde".
Bom, abaixo deles, vêm a "classe média" jornalística. Esses estao longe de ter os mesmos privilégios da elite, mas ambicionam a mesma coisa. Têm acesso aos jogadores, conhecem suas famílias e conseguem boas entrevistas exclusivas. A grande maioria está estabelecida no eixo Rio-SP e sempre reclamam dos privilégios dos homens de verde. Mas, sempre que possível, buscam também algumas regalias junto à CBF que os demais nao tem.
Finalmente vêm o "povao", a massa de jornalistas de fora do "eixo" RJ-SP-RS-MG... Esses sao mais aventureiros da Copa. Com pouquíssimos recursos, tem que se virar em quatro para poderem cumprir com suas obrigacoes profissionais. Muitos vieram sem as despesas pagas pelos seus órgaos; pagaram a passagem e hospedagem do próprio bolso em troca do salário de jornalista. Esses se deslocam de trêm pelo país e metrô pela cidade. Sao, ao mesmo tempo, repórteres, fotógrafos, carregadores de material, etc...
Quando estao no corredor para entrevistar algum jogador, raramente sao atendidos por estes, que passam sem ao menos responder a um chamado. Afinal, os jogadores ali preferem atender aos principais veiculos de comunicacao que lá estao. Ou, entrar rapidamente no ônibus para chegar no hotel e dar uma entrevista tranquila aos homens de verde. Afinal, dá muito mais ibope!
Resta ao "povao" tentar colar em alguem da classe média na hora das entrevistas na zona mista; dificilmente consegue fazer alguma pergunta a algum jogador mas, estando colado em algum destes, consegue gravar tanto a pergunta dos classe médias quanto as respostas dos jogadores e assim ter algum material de trabalho. E a Copa segue...
Por exemplo, aqui temos uma "elite jornalística", formada basicamente por estes homens e mulheres vestidos de verde. "Coincidentemente", sao deles os melhores locais nos estádios. Além disso, eles nao se sujeitam à temida "zona de mídia" para entrevistar os jogadores; sempre ficam instalados num andar no hotel da selecao, com sala de imprensa, de entrevistas, etc... assim, podem entrevistar os jogadores exclusivamente, realizar mesas-redondas e tudo mais o que quiserem. Não se locomovem nos ônibus disponibilizados para a mídia; possuem carros próprios com motoristas, quem carregue os equipamentos, enfim, toda uma estrutura à disposicao. Tambem muitos nao gastam com as passagens aéreas; normalmente esses vêm de "carona" no aviao da selecao... (Será que é por isso que ainda nao tenho escutado nada sobre a "máfia dos ingressos"? ). A única coisa que nao consigo entender é o seguinte: qual será a filosofia jornalística da empresa de comunicacao que pede o fim dos privilégios e "protecoes" em setores como o judiciário, política e etc?!?! Interessante se falar em fim de privilégios DOS OUTROS, nao? É por isso que eu sempre digo que a coisa só comeca a funcionar de verdade quando se tem EXEMPLOS partindo de nós mesmos. Infelizmente nao é o que acontece com os "homens de verde".
Bom, abaixo deles, vêm a "classe média" jornalística. Esses estao longe de ter os mesmos privilégios da elite, mas ambicionam a mesma coisa. Têm acesso aos jogadores, conhecem suas famílias e conseguem boas entrevistas exclusivas. A grande maioria está estabelecida no eixo Rio-SP e sempre reclamam dos privilégios dos homens de verde. Mas, sempre que possível, buscam também algumas regalias junto à CBF que os demais nao tem.
Finalmente vêm o "povao", a massa de jornalistas de fora do "eixo" RJ-SP-RS-MG... Esses sao mais aventureiros da Copa. Com pouquíssimos recursos, tem que se virar em quatro para poderem cumprir com suas obrigacoes profissionais. Muitos vieram sem as despesas pagas pelos seus órgaos; pagaram a passagem e hospedagem do próprio bolso em troca do salário de jornalista. Esses se deslocam de trêm pelo país e metrô pela cidade. Sao, ao mesmo tempo, repórteres, fotógrafos, carregadores de material, etc...
Quando estao no corredor para entrevistar algum jogador, raramente sao atendidos por estes, que passam sem ao menos responder a um chamado. Afinal, os jogadores ali preferem atender aos principais veiculos de comunicacao que lá estao. Ou, entrar rapidamente no ônibus para chegar no hotel e dar uma entrevista tranquila aos homens de verde. Afinal, dá muito mais ibope!
Resta ao "povao" tentar colar em alguem da classe média na hora das entrevistas na zona mista; dificilmente consegue fazer alguma pergunta a algum jogador mas, estando colado em algum destes, consegue gravar tanto a pergunta dos classe médias quanto as respostas dos jogadores e assim ter algum material de trabalho. E a Copa segue...
23 junho 2006
22 junho 2006
21 junho 2006
Sinceridade

Marcial Armando Salaverry
(foto: Anna Laes)
Taí uma coisa muito difícil para se definir, e até mesmo para se encontrar.
Como é difícil sermos sinceros. Existem ocasiões em que a verdade nos vem até a garganta mas, por educação, por respeito, a engolimos.
Por vezes, temos vontade de dizer uma série de besteiras para uma pessoa que merece ouvi-las, mas nos calamos para não criar uma situação ruim.
Isto quer dizer que não podemos ser sinceros? Bem... não é bem assim. Existem situações em que a sinceridade se impõe.
Por exemplo, nas questões de amizade. Com os amigos temos que ser sinceros. Sim, mas nem tanto, pois às vezes chegamos à conclusão de que a melhor maneira de conservarmos uma boa amizade é deixarmos prá lá alguma coisa.
Se, contudo, um amigo nos ofendeu voluntariamente ou não, é quando devemos usar de nossa sinceridade e, ao invés de simplesmente nos magoarmos e nos calarmos, devemos procurá-lo, fazendo com que ele veja sua inconveniência, e darmos a oportunidade para que ele explique a atitude e se desculpe. Isso é ser amigo. Mostrar um eventual erro, e dar-lhe a chance de uma explicação, pois entre amigos, nunca deve haver problemas pendentes..
Quantas vezes, inadvertidamente, magoamos alguém... quer seja por atos ou por palavras...
Como não podemos conhecer o íntimo de todas as pessoas que nos rodeiam, não podemos saber que determinadas atitudes, ou palavras, normais para nós, possam ofender ou magoar alguém. Como sair dessa ?
É o tipo da coisa impossível de ser evitada. Como poderemos conhecer o íntimo de todos que nos rodeiam?
Uma coisa é certa, como temos o dom da palavra e do pensamento, o que acho mais coerente e lógico, é que, se alguma coisa nos magoa, devemos com alguma habilidade, chamar a atenção de quem nos magoou, para que o mesmo não repita a mesma mancada (óbvio, não devemos ir "com os pés no peito"), pois não houve a intenção de magoar, foi simplesmente uma mancada, e elas são perdoáveis. Acho que ninguém pode dizer que nunca, jamais, em tempo algum, deu algum fora.
Agora, é lógico de que, sabedores de que tal atitude, tal palavra, tais termos vão magoar alguém, a repetição TEM que ser evitada. Existe a respeito, um célebre provérbio latino que diz: errare humanum est, e eu acrescento, repetirem errum, burrarum est.
Então, crianças, se alguém nos magoar, ou for inconveniente, o melhor a fazer é procurar esse alguém e ser franco. Tal atitude é muito melhor do que um afastamento inexplicável. Inexplicável, porque quem nos chateou, não está sabendo disso e, se não nos abrirmos, nunca ficará sabendo.
Outro ponto importante que muita gente "se esquece" de fazer, é reconhecer erros cometidos. Realmente, é difícil "dar o braço a torcer". Aquele tradicional : "Desculpe, eu estava errado", tem que sair a "forceps". Pouca gente gosta de admitir que errou.
Principalmente entre amigos não podem existir tais veleidades, senão deixa de existir a sinceridade, e, por tabela, a amizade vai pro espaço...
Quando existe o envolvimento amoroso então, a base de tudo TEM que ser a sinceridade, se quisermos que a relação seja duradoura. O amor resiste bem menos do que a amizade a atitudes dúbias. Namorados não costumam esquecer as falsetas.
Agora convenhamos, uma vez que existe um ditado que diz que "a mentira tem pernas curtas", não seria mais fácil usar-se a sinceridade do que ficar inventando histórias?
Aos "Pinóquios" deste mundo, recomendo usar a criatividade para as coisas boas da vida. Como? Para você a melhor coisa da vida é fazer uma sacanagem? Então continue, até sentir na própria pele como é chato ser sacaneado...
E como são importantes as boas e sinceras amizades. Sentindo que o amigo (a) é uma pessoa sincera e confiável, pedimos auxílio, fazemos confidências, pois sabemos que do outro lado existe alguém cuja franqueza e amizade nos permite certos desabafos. Não tenham dúvidas de que isso é tão bom para um lado, quanto para o outro., pois é muito bom saber-se que outras pessoas confiam em nós.
A sinceridade é que ajuda a manter as boas amizades.
Como é difícil sermos sinceros. Existem ocasiões em que a verdade nos vem até a garganta mas, por educação, por respeito, a engolimos.
Por vezes, temos vontade de dizer uma série de besteiras para uma pessoa que merece ouvi-las, mas nos calamos para não criar uma situação ruim.
Isto quer dizer que não podemos ser sinceros? Bem... não é bem assim. Existem situações em que a sinceridade se impõe.
Por exemplo, nas questões de amizade. Com os amigos temos que ser sinceros. Sim, mas nem tanto, pois às vezes chegamos à conclusão de que a melhor maneira de conservarmos uma boa amizade é deixarmos prá lá alguma coisa.
Se, contudo, um amigo nos ofendeu voluntariamente ou não, é quando devemos usar de nossa sinceridade e, ao invés de simplesmente nos magoarmos e nos calarmos, devemos procurá-lo, fazendo com que ele veja sua inconveniência, e darmos a oportunidade para que ele explique a atitude e se desculpe. Isso é ser amigo. Mostrar um eventual erro, e dar-lhe a chance de uma explicação, pois entre amigos, nunca deve haver problemas pendentes..
Quantas vezes, inadvertidamente, magoamos alguém... quer seja por atos ou por palavras...
Como não podemos conhecer o íntimo de todas as pessoas que nos rodeiam, não podemos saber que determinadas atitudes, ou palavras, normais para nós, possam ofender ou magoar alguém. Como sair dessa ?
É o tipo da coisa impossível de ser evitada. Como poderemos conhecer o íntimo de todos que nos rodeiam?
Uma coisa é certa, como temos o dom da palavra e do pensamento, o que acho mais coerente e lógico, é que, se alguma coisa nos magoa, devemos com alguma habilidade, chamar a atenção de quem nos magoou, para que o mesmo não repita a mesma mancada (óbvio, não devemos ir "com os pés no peito"), pois não houve a intenção de magoar, foi simplesmente uma mancada, e elas são perdoáveis. Acho que ninguém pode dizer que nunca, jamais, em tempo algum, deu algum fora.
Agora, é lógico de que, sabedores de que tal atitude, tal palavra, tais termos vão magoar alguém, a repetição TEM que ser evitada. Existe a respeito, um célebre provérbio latino que diz: errare humanum est, e eu acrescento, repetirem errum, burrarum est.
Então, crianças, se alguém nos magoar, ou for inconveniente, o melhor a fazer é procurar esse alguém e ser franco. Tal atitude é muito melhor do que um afastamento inexplicável. Inexplicável, porque quem nos chateou, não está sabendo disso e, se não nos abrirmos, nunca ficará sabendo.
Outro ponto importante que muita gente "se esquece" de fazer, é reconhecer erros cometidos. Realmente, é difícil "dar o braço a torcer". Aquele tradicional : "Desculpe, eu estava errado", tem que sair a "forceps". Pouca gente gosta de admitir que errou.
Principalmente entre amigos não podem existir tais veleidades, senão deixa de existir a sinceridade, e, por tabela, a amizade vai pro espaço...
Quando existe o envolvimento amoroso então, a base de tudo TEM que ser a sinceridade, se quisermos que a relação seja duradoura. O amor resiste bem menos do que a amizade a atitudes dúbias. Namorados não costumam esquecer as falsetas.
Agora convenhamos, uma vez que existe um ditado que diz que "a mentira tem pernas curtas", não seria mais fácil usar-se a sinceridade do que ficar inventando histórias?
Aos "Pinóquios" deste mundo, recomendo usar a criatividade para as coisas boas da vida. Como? Para você a melhor coisa da vida é fazer uma sacanagem? Então continue, até sentir na própria pele como é chato ser sacaneado...
E como são importantes as boas e sinceras amizades. Sentindo que o amigo (a) é uma pessoa sincera e confiável, pedimos auxílio, fazemos confidências, pois sabemos que do outro lado existe alguém cuja franqueza e amizade nos permite certos desabafos. Não tenham dúvidas de que isso é tão bom para um lado, quanto para o outro., pois é muito bom saber-se que outras pessoas confiam em nós.
A sinceridade é que ajuda a manter as boas amizades.
20 junho 2006
Homenagem ao Bussunda
Nilo do Anjos
Quando o pessoal do Casseta fez este filme nem imaginavam o quão profético ele seria, infelizmente!...Poderia ser qualquer um deles a morrer primeiro, mas foi justamente o mais querido dentre os queridos Cassetas, Bussunda. Hoje o vídeo não é mais uma piada. É mais um registro do quanto o destino pode ser irônico e do quanto a vida pode ser uma piada curta, mas muito bem vivida e alegre como foi a do nosso amigo Bussunda. Daquelas que nos faz rir sem parar e nos remete ao riso a cada vez que nos lembramos dela. E assim permanece na memória por um bom tempo...É triste ver um humorista chorar!
16 junho 2006
2 torres
Les 2 Tours (WTC911)
Vídeo enviado por gordon
Versos falsos que circulam
Profetizam o futuro da raça humana
Será que um dia poderei dizer que me lembro
Ou não viverei o bastante para esquecer
Daquela manhã de setembro ?
Quando vi a grande cidade em chamas.
Quando em alguma manhã eu acordar
E lembrar das lágrimas que não rolaram de meus olhos
Perplexos de espanto
Que não senti compaixão por confusão ou encanto
Das imagens que impregnaram minha mente, naquele instante...
Que deixei de sorrir por um momento enquanto tentava entender
E percebia que o mundo ficou diferente para mim e pra você
Irei dizer que me lembro
Daquela manhã de setembro
Onde a razão deu lugar a loucura
Onde o ódio usou as bordas da tv como moldura
Em tempo real, via satélite e por internet, repórteres em ação, fumaça, poeira, explosão.
Realidade ou ficção? Tudo ao mesmo tempo na velocidade de um avião, e a “ficha cai...”
É verdade, não é ilusão!
E que nos levam a um momento de reflexão
O mundo ficava perplexo, chorava eu, chorava uma nação.
Naquela manhã de setembro o mundo “acordou”
E o futuro nos dirá se alguma coisa mudou
E nos fará acreditar na única razão para o que ocorreu
Pra mostrar que existe algo de errado entre você e eu
Que há muito tempo se mantinha
Essa distância, essa ganância que exclui que discrimina.
Que não nos deixa viver em harmonia
Que em nome de Deus mata e escraviza
Que substitui afeto por dinheiro.
Que destrói e realiza atos humanos contra a humanidade
Pra mostrar em tempo real na tv para o mundo inteiro
O que todo mundo já sabia
Que algo está errado no modo de vida da sociedade
Mas que não justificam essa covardia
Nilo dos Anjos.
Na cidade de Deus haverá um grande trovão,
Dois irmãos separados pelo caos,
enquanto a fortaleza resiste, o grande líder irá sucumbir, a terceira grande guerra começará quando a grande cidade estiver em chamas"
Nostradamus?
13 junho 2006
O grito de Jó
LUIZ JOSÉ DIETRICH (autor do livro)
Resenha: Nilo dos Anjos
foto: Nilo dos Anjos

Obra dividida em 5 capítulos faz uma análise profunda e completamente imparcial DO LIVRO DE JÓ. Baseando-se em fatos históricos, nos transporta para época onde podemos contextualizá-la, situando-a ao período em que o povo Judeu era explorado e escravizado pelos Persas.
A estória era bem conhecida na palestina. Ela é bem mais antiga que o livro de Jô da bíblia. Dividida em duas partes, uma no início e outra no final, são como uma cena inicial e final de uma grande peça de teatro. São também como uma porta de entrada e uma de saída de um livro, mas elas não nasceram com o livro, são bem mais antigas, datam de 1000 anos a.c (Jô 1-2 e 42, 12-17). Já o os capítulos que se encontram entre as portas, 40 ao todo, escritos em versos, datam de 450 a 350 anos a.c e tratam das três rodadas de debates entre Jô e seus visitantes e a intervenção final de Deus. Contradições e diferenças entre as partes de prosa e poesia reforçam a idéia de que essas duas obras não são da mesma autoria. O Jô da prosa aceita tudo, é resignado e fiel a Deus, tem aquela paciência que virou provérbio popular. Enquanto o Jô da poesia tem uma atitude rebelde e questionadora.
O texto em prosa retrata a Teologia da Retribuição: os ricos são ricos porque passaram por esta prova; os pobres são pobres porque não confiaram na justiça de Deus, são pecadores. O texto em poesia traz uma Teologia Nova: a teologia é feita não sobre a paciência, mas sobre a rebeldia de Jô; questiona profundamente a Teologia da Retribuição e nos faz refletir sobre o fato das portas terem sido juntadas ao livro. Teria sido para limitar a rebeldia e domesticar a Teologia feita a partir da rebeldia? Ou foram juntadas para que pudessem ser demolidas por essa nova espiritualidade?
Fica bem claro que não é de Deus que estão falando no texto bíblico, na verdade trata-se de uma manipulação de um povo através de sua fé, com o fim de explorá-los e escraviza-los. Ë mais um registro histórico de como se oprimiam as massas para obter poder e dominá-las do que uma demonstração de fé e abnegação por conta de um homem, um homem que na verdade, não é um e sim a representação de um povo que clamava por justiça e cansou de ser explorado.
30 maio 2006
FALCÃO, MENINOS DO TRÁFICO

AUTORES: MV BILL E CELSO ATHAYDE
DURAÇÃO: 90 min
Nilo dos AnjosDURAÇÃO: 90 min
Percorrendo os guetos e favelas do Brasil, MV Bill e Athayde mostram o que todo mundo já sabia!... A degradação humana mostrada em capítulos no FANTÁTISCO é comentada, no dia seguinte, em todos os cantos do Brasil. Talvez a grande surpresa tenha sido a exibição em horário nobre na Rede Globo.
O documentário foi idealizado ao longo de dez anos, durante as apresentações do Rapper MV Bill, em submundos espalhadas por todo o país. Se não fosse por essa informação, teríamos a impressão de que foi feito hoje mesmo em um mesmo lugar, dado ao fato de que não se percebe uma mudança nem no tempo, nem nas pessoas, a não ser pelo sotaque, único indicador de uma mudança de estado, dando a impressão de que não há diferença entre o submundo daqui e o de lá ou entre o subumano daqui e o de lá. Nas entrevistas, os menores são questionados sobre a vida que levam envolvidos entre a bandidagem e pressionados pela sociedade que os marginaliza. Nesse diálogo, surgem depoimentos marcantes como o caso do menino que gostaria de ser bandido quando crescer e do rapaz que queria conhecer um circo. Temos uma aula de comercialização de drogas, desde a captação até o consumidor. Mas não tem nada de novo, nada que filmes como CIDADE DE DEUS e o documentário ÔNIBUS 174 já não tenham explorado. Talvez o fato de ser uma obra de ficção, no caso de CIDADE DE DEUS, dê uma impressão de que seja uma visão exagerada do autor, mas pelo que vemos em documentários como esse e o do ÔNIBUS 174, podemos perceber uma realidade ainda mais cruel. Resta saber o que estará por trás dessa exibição histórica em cadeia nacional em horário nobre pela Rede Globo. Daquilo que a emissora faz questão de esconder ou mostrar sob a ótica de um jornalismo comprometido com seus próprios interesses. Através de suas insípidas novelas (salvo raras exceções), que promovem o consumismo, ditam padrões e normas de comportamentos, inspiram a violência e preconceito alienando o espectador com doses diárias de “tranqüilizantes” e “alucinógenos”, fazendo-os acreditar que está tudo bem, quando na verdade a realidade é outra. Será que ela deixou de ser “vapor”?
19 maio 2006
Uma Definição de Felicidade

STEPHEN KANITZ
Todas as profissões têm sua visão do que é felicidade. Já li um economista defini-la como ganhar 20.000 dólares por ano, nem mais nem menos. Para os monges budistas, felicidade é a busca do desapego. Autores de livros de auto-ajuda definem felicidade como "estar bem consigo mesmo", "fazer o que se gosta" ou "ter coragem de sonhar alto". O conceito de felicidade que uso em meu dia-a-dia é difícil de explicar num artigo curto. Eu o aprendi nos livros de Edward De Bono, Mihaly Csikszentmihalyi e de outros nessa linha. A idéia é mais ou menos esta: todos nós temos desejos, ambições e desafios que podem ser definidos como o mundo que você quer abraçar. Ser rico, ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casar-se com um príncipe encantado, jogar futebol, e assim por diante. Até aí, tudo bem. Imagine seus desejos como um balão inflável e que você está dentro dele. Você sempre poderá ser mais ou menos ambicioso inflando ou desinflando esse balão enorme que será seu mundo possível. É o mundo que você ainda não sabe dominar. Agora imagine um outro balão inflável dentro do seu mundo possível, e portanto bem menor, que representa a sua base. É o mundo que você já domina, que maneja de olhos fechados, graças aos seus conhecimentos, seu QI emocional e sua experiência. Felicidade nessa analogia seria a distância entre esses dois balões – o balão que você pretende dominar e o que você domina. Se a distância entre os dois for excessiva, você ficará frustrado, ansioso, mal-humorado e estressado. Se a distância for mínima, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e sem espaço para crescer. Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter.
O primeiro passo é definir corretamente o tamanho de seu sonho, o tamanho de sua ambição. Essa história de que tudo é possível se você somente almejar alto é pura balela. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas. Querer ser presidente da República é um sonho que você pode almejar quando virar governador ou senador, mas não no início de carreira. O segundo passo é saber exatamente seu nível de competências, sem arrogância nem enganos, tão comuns entre os intelectuais. O terceiro é encontrar o ponto de equilíbrio entre esses dois mundos. Saber administrar a distância entre seus desejos e suas competências é o grande segredo da vida. Escolha uma distância nem exagerada demais nem tacanha demais. Se sua ambição não for acompanhada da devida competência, você se frustrará. Esse é o erro de todos os jovens idealistas que querem mudar o mundo com o que aprenderam no primeiro ano de faculdade. Curiosamente, à medida que a distância entre seus sonhos e suas competências diminui pelo seu próprio sucesso, surge frustração, e não felicidade.
Quantos gerentes depois de promovidos sofrem da famosa "fossa do bem-sucedido", tão conhecida por administradores de recursos humanos? Quantos executivos bem-sucedidos são infelizes justamente porque "chegaram lá"? Pessoas pouco ambiciosas que procuram um emprego garantido logo ficam entediadas, estacionadas, frustradas e não terão a prometida felicidade. Essa definição explica por que a felicidade é tão efêmera. Ela é um processo, e não um lugar onde finalmente se faz nada. Fazer nada no paraíso não traz felicidade, apesar de ser o sonho de tantos brasileiros. Felicidade é uma desconfortável tensão entre suas ambições e competências. Se você estiver estressado, tente primeiro esvaziar seu balão de ambições para algo mais realista. Delegue, abra mão de algumas atribuições, diga não. Ou então encha mais seu balão de competências estudando, observando e aprendendo com os outros, todos os dias. Os velhos acham que é um fracasso abrir mão do espaço conquistado. Por isso, recusam ceder poder ou atribuições e acabam infelizes. Reduzir suas ambições à medida que você envelhece não é nenhuma derrota pessoal. Felicidade não é um estado alcançável, um nirvana, mas uma dinâmica contínua. É chegar lá, e não estar lá como muitos erroneamente pensam. Seja ambicioso dentro dos limites, estude e observe sempre, amplie seus sonhos quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. Mantenha sempre uma meta a lcançar em todas as etapas da vida e você será muito feliz.
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