27 junho 2006

A volta do filósofo Sandaum

LIBERATI (Cronista e chargista do JB online)

Mr. Charles Albert Parreiras que cavalgava impoluto o seu corcel rumo ao Palácio de Bucckkinghannn para de joelhos, diante da Rainha receber o título de Sir já não vai mais depois da leitura labial que o Fantástico aprontou para cima dele.
Mr. Parreiras que até então exibia um magnífico inglês tipo "cross fingers" e uma educação que lembra os melhores colégicos da grande Albion quem diria, fala palavão, xinga os que não querem Ronaldo no time falando mal das mães de seus críticos e aproveita o embalo para mandá-los tomar no "impublicável" meia armador (ponta-de-lança) da holanda. Dizem que está dando o maior bode que em bom inglês é Goat perto de Goal que é o que se espera da seleção com ou sem palavrões. Xinga Parreira! Manda todo mundo tomar no meia armador... Perde-se o título de HerMajesty mas pode-se ganhar o título de Hexa campeão.
Depois vamos discutir a questão ética que isso envolve. Até que ponto a privacidade do "coach" foi violada. Mas primeiro tragam o caneco.
Outra coisa que intriga é saber o que Totti pretendeu dizer com o gesto feio que fez com o dedo polegar na boca simulando uma mamadeira. No mínimo intrigante.
Bola fora: De goleada,o jogo mais chato da Copa foi o da Suiça contra a Ucrânia. Esse jogo mostrou como o futebol pode também muitas vezes ser uma coisa insuportável.

26 junho 2006

Para ler no sofá

LIBERATI (Cronista e chargista do Jornal do Brasil)

Sem perder esportiva
Tenho muitas dúvidas, algumas do tamanho de continentes. Mas quanto ao esporte, não pago pensão alimentícia a nenhuma incerteza. Ele foi inventado para superar a agressividade do homem das cavernas. Acredito que nas primeiras partidas de futebol, por exemplo, a bola, era o crânio do inimigo.Com o passar do tempo, em vez de trucidar o antagonista, o troglodita passou a disputar quem levantava a maior pedra. O vencedor, batia no peito e urrava e o seu grito ecoava, intimidando seus rivais na savana primeva. Quer dizer, ninguém mais ia na jugular, o objetivo agora era humilhar o adversário, mostrar sua fraqueza. Depois não se sabe o que aconteceu, creio que vieram os campeonatos de cuspe a distância, arremesso de baixinhos e anões, torneios escatológicos e com o passar dos séculos se chegou à sutileza da ginástica olímplica, à delicadeza da marcha atlética (aquela em que o sujeito rebola, mas não tira os pés do chão) e à “finesse” do nado sincronizado. Claro que existiram alguns desvios. O esporte esteve, muitas vezes ligado à política e ao controle das massas, principalmente entre os romanos, como se sabe apreciadores de um bom spaghetti.Lá o espetáculo dos gladiadores, serviu aos propósito da dominação dos Césares no que se chamou “programa pão e circo zero”. Para deleite do povo, brutamontes se arrebentavam na arena do Coliseu. Como aperitivo tinha sempre um manjar de cristãos, que antecipando o imposto de renda, eram literalmente jogados aos leões. Bem, é claro que no meio do caminho sobrou gente. Os mais fracos, os inábeis e ruins de bola ficaram de fora e aproveitaram o tempo livre para desenvolver a poesia,(que no começo era uma arte de puxar o saco do herói, que geralmente era um predador – lembre-se de Ulisses de Homero). Os mais “espírito de porco” aprimorarm a arte do chiste, os introspectivos a literatura, os que gostavam de rabiscos aperfeiçoaram as artes plásticas e os que queriam imitar os deuses trataram de botar a mão na massa e inventaram a escultura. Os mais chatos transformaram-se em críticos e os ricos em mecenas e vai por ai…
Mas a atividade humana que mais se manteve perto do homem primitivo foi o esporte. Rolou um discurso que fabulou esse negócio de fairplay, de que “o importante é competir” e outras conversas para boi dormir. Mas no fundo, todo mundo quer mesmo é vencer e se possível com o pé no peito do oponente enquanto ele pede penico. Quem ler isso, vai achar que não gosto de esporte. No que se enganará redondamente. Sou maluco por futebol, mas alí na tela da TV , se possível de 54 polegadas. Não tenho mais idade para o viril esporte bretão. Estou mais para fisioterapia, sabe como é, desvio de coluna, não dessa coluna, mas da cervical, aquela que sofre devido à nossa insistência em caminhar sobre duas pernas. Falando no ludopédio ou balípodo tenho visto muito craque de fim-de-semana engessado. Por isso prefiro eu e minha camisa amarela no sofá. Vai Brasil!

24 junho 2006

Raridade: Dave weckl, Steve gadd, Vinnie Colaiuta

Dave Weckl, sempre muito bom ouvir!!

James Brown (I feel good), imperdível!!

The Police




Uma das melhores bandas dos anos 80!!!!
Quanta saudade.

O preço


Pobres árvores imóveis... Trocaram a liberdade Por uma vida longa. E o vento que corre o mundo e que as faz balançar ; despencando suas sementes... Ganhou a liberdade, mas quem pode vê-lo ou toca-lo? Pobre homem... Que não tem vida longa como as árvores e pensa que é livre como o vento, ganhou inteligência e sensibilidade e em troca... Vive em sofrimento

Nilo do Anjos

U2 e Mary J Blige, simplesmente emocionante!!





Lyrics:
One love
One blood
One life
You got to do what you should
One life
With each other
Sisters and my
Brothers
One life
But we're not the same
We get to
Carry each other



“One”

Is it getting better
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now?
You got someone to blame

You say one love, one life (one life)
It’s one need in the night
One love (one love), get to share it
Leaves you darling, if you don’t care for it

Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without

Well it’s too late, tonight
To drag the past out into the light
We’re one, but we’re not the same
We get to carry each other
Carry each other
One…

Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus?
To the lepers in your head

Well, did I ask too much, more than a lot?
You gave me nothing, now it’s all I got
We’re one, but we’re not the same
Well we, hurt each other
Then we do it again

You say
Love is a temple
Love is a higher law
Love is a temple
Love is the higher law
You ask me to enter
Well then you make me crawl
And I can’t be holding on
To what you got
When all you got is hurt

One love
One blood
One life
You got to do what you should
One life
With each other
Sisters and my
Brothers
One life
But we’re not the same
We get to
Carry each other
Carry each other

One…
One love

Vídeo incrível: Colisão de meteoro

Bahias na copa

RENAT0 BAHIA


Tenho percebido, no pouco tempo de convivio com demais jornalistas do Brasil, que as coisas por aqui, como no nosso país, também se dividem em classes.
Por exemplo, aqui temos uma "elite jornalística", formada basicamente por estes homens e mulheres vestidos de verde. "Coincidentemente", sao deles os melhores locais nos estádios. Além disso, eles nao se sujeitam à temida "zona de mídia" para entrevistar os jogadores; sempre ficam instalados num andar no hotel da selecao, com sala de imprensa, de entrevistas, etc... assim, podem entrevistar os jogadores exclusivamente, realizar mesas-redondas e tudo mais o que quiserem. Não se locomovem nos ônibus disponibilizados para a mídia; possuem carros próprios com motoristas, quem carregue os equipamentos, enfim, toda uma estrutura à disposicao. Tambem muitos nao gastam com as passagens aéreas; normalmente esses vêm de "carona" no aviao da selecao... (Será que é por isso que ainda nao tenho escutado nada sobre a "máfia dos ingressos"? ). A única coisa que nao consigo entender é o seguinte: qual será a filosofia jornalística da empresa de comunicacao que pede o fim dos privilégios e "protecoes" em setores como o judiciário, política e etc?!?! Interessante se falar em fim de privilégios DOS OUTROS, nao? É por isso que eu sempre digo que a coisa só comeca a funcionar de verdade quando se tem EXEMPLOS partindo de nós mesmos. Infelizmente nao é o que acontece com os "homens de verde".
Bom, abaixo deles, vêm a "classe média" jornalística. Esses estao longe de ter os mesmos privilégios da elite, mas ambicionam a mesma coisa. Têm acesso aos jogadores, conhecem suas famílias e conseguem boas entrevistas exclusivas. A grande maioria está estabelecida no eixo Rio-SP e sempre reclamam dos privilégios dos homens de verde. Mas, sempre que possível, buscam também algumas regalias junto à CBF que os demais nao tem.
Finalmente vêm o "povao", a massa de jornalistas de fora do "eixo" RJ-SP-RS-MG... Esses sao mais aventureiros da Copa. Com pouquíssimos recursos, tem que se virar em quatro para poderem cumprir com suas obrigacoes profissionais. Muitos vieram sem as despesas pagas pelos seus órgaos; pagaram a passagem e hospedagem do próprio bolso em troca do salário de jornalista. Esses se deslocam de trêm pelo país e metrô pela cidade. Sao, ao mesmo tempo, repórteres, fotógrafos, carregadores de material, etc...
Quando estao no corredor para entrevistar algum jogador, raramente sao atendidos por estes, que passam sem ao menos responder a um chamado. Afinal, os jogadores ali preferem atender aos principais veiculos de comunicacao que lá estao. Ou, entrar rapidamente no ônibus para chegar no hotel e dar uma entrevista tranquila aos homens de verde. Afinal, dá muito mais ibope!
Resta ao "povao" tentar colar em alguem da classe média na hora das entrevistas na zona mista; dificilmente consegue fazer alguma pergunta a algum jogador mas, estando colado em algum destes, consegue gravar tanto a pergunta dos classe médias quanto as respostas dos jogadores e assim ter algum material de trabalho. E a Copa segue...

21 junho 2006

Sinceridade


Marcial Armando Salaverry
(foto: Anna Laes)

Taí uma coisa muito difícil para se definir, e até mesmo para se encontrar.

Como é difícil sermos sinceros. Existem ocasiões em que a verdade nos vem até a garganta mas, por educação, por respeito, a engolimos.

Por vezes, temos vontade de dizer uma série de besteiras para uma pessoa que merece ouvi-las, mas nos calamos para não criar uma situação ruim.

Isto quer dizer que não podemos ser sinceros? Bem... não é bem assim. Existem situações em que a sinceridade se impõe.

Por exemplo, nas questões de amizade. Com os amigos temos que ser sinceros. Sim, mas nem tanto, pois às vezes chegamos à conclusão de que a melhor maneira de conservarmos uma boa amizade é deixarmos prá lá alguma coisa.

Se, contudo, um amigo nos ofendeu voluntariamente ou não, é quando devemos usar de nossa sinceridade e, ao invés de simplesmente nos magoarmos e nos calarmos, devemos procurá-lo, fazendo com que ele veja sua inconveniência, e darmos a oportunidade para que ele explique a atitude e se desculpe. Isso é ser amigo. Mostrar um eventual erro, e dar-lhe a chance de uma explicação, pois entre amigos, nunca deve haver problemas pendentes..

Quantas vezes, inadvertidamente, magoamos alguém... quer seja por atos ou por palavras...

Como não podemos conhecer o íntimo de todas as pessoas que nos rodeiam, não podemos saber que determinadas atitudes, ou palavras, normais para nós, possam ofender ou magoar alguém. Como sair dessa ?

É o tipo da coisa impossível de ser evitada. Como poderemos conhecer o íntimo de todos que nos rodeiam?

Uma coisa é certa, como temos o dom da palavra e do pensamento, o que acho mais coerente e lógico, é que, se alguma coisa nos magoa, devemos com alguma habilidade, chamar a atenção de quem nos magoou, para que o mesmo não repita a mesma mancada (óbvio, não devemos ir "com os pés no peito"), pois não houve a intenção de magoar, foi simplesmente uma mancada, e elas são perdoáveis. Acho que ninguém pode dizer que nunca, jamais, em tempo algum, deu algum fora.

Agora, é lógico de que, sabedores de que tal atitude, tal palavra, tais termos vão magoar alguém, a repetição TEM que ser evitada. Existe a respeito, um célebre provérbio latino que diz: errare humanum est, e eu acrescento, repetirem errum, burrarum est.

Então, crianças, se alguém nos magoar, ou for inconveniente, o melhor a fazer é procurar esse alguém e ser franco. Tal atitude é muito melhor do que um afastamento inexplicável. Inexplicável, porque quem nos chateou, não está sabendo disso e, se não nos abrirmos, nunca ficará sabendo.

Outro ponto importante que muita gente "se esquece" de fazer, é reconhecer erros cometidos. Realmente, é difícil "dar o braço a torcer". Aquele tradicional : "Desculpe, eu estava errado", tem que sair a "forceps". Pouca gente gosta de admitir que errou.

Principalmente entre amigos não podem existir tais veleidades, senão deixa de existir a sinceridade, e, por tabela, a amizade vai pro espaço...

Quando existe o envolvimento amoroso então, a base de tudo TEM que ser a sinceridade, se quisermos que a relação seja duradoura. O amor resiste bem menos do que a amizade a atitudes dúbias. Namorados não costumam esquecer as falsetas.

Agora convenhamos, uma vez que existe um ditado que diz que "a mentira tem pernas curtas", não seria mais fácil usar-se a sinceridade do que ficar inventando histórias?

Aos "Pinóquios" deste mundo, recomendo usar a criatividade para as coisas boas da vida. Como? Para você a melhor coisa da vida é fazer uma sacanagem? Então continue, até sentir na própria pele como é chato ser sacaneado...

E como são importantes as boas e sinceras amizades. Sentindo que o amigo (a) é uma pessoa sincera e confiável, pedimos auxílio, fazemos confidências, pois sabemos que do outro lado existe alguém cuja franqueza e amizade nos permite certos desabafos. Não tenham dúvidas de que isso é tão bom para um lado, quanto para o outro., pois é muito bom saber-se que outras pessoas confiam em nós.

A sinceridade é que ajuda a manter as boas amizades.