16 junho 2006

2 torres


Les 2 Tours (WTC911)
Vídeo enviado por gordon


Versos falsos que circulam
Profetizam o futuro da raça humana
Será que um dia poderei dizer que me lembro
Ou não viverei o bastante para esquecer
Daquela manhã de setembro ?
Quando vi a grande cidade em chamas.
Quando em alguma manhã eu acordar
E lembrar das lágrimas que não rolaram de meus olhos
Perplexos de espanto
Que não senti compaixão por confusão ou encanto
Das imagens que impregnaram minha mente, naquele instante...
Que deixei de sorrir por um momento enquanto tentava entender
E percebia que o mundo ficou diferente para mim e pra você
Irei dizer que me lembro
Daquela manhã de setembro
Onde a razão deu lugar a loucura
Onde o ódio usou as bordas da tv como moldura
Em tempo real, via satélite e por internet, repórteres em ação, fumaça, poeira, explosão.
Realidade ou ficção? Tudo ao mesmo tempo na velocidade de um avião, e a “ficha cai...”
É verdade, não é ilusão!
E que nos levam a um momento de reflexão
O mundo ficava perplexo, chorava eu, chorava uma nação.
Naquela manhã de setembro o mundo “acordou”
E o futuro nos dirá se alguma coisa mudou
E nos fará acreditar na única razão para o que ocorreu
Pra mostrar que existe algo de errado entre você e eu
Que há muito tempo se mantinha
Essa distância, essa ganância que exclui que discrimina.
Que não nos deixa viver em harmonia
Que em nome de Deus mata e escraviza
Que substitui afeto por dinheiro.
Que destrói e realiza atos humanos contra a humanidade
Pra mostrar em tempo real na tv para o mundo inteiro
O que todo mundo já sabia
Que algo está errado no modo de vida da sociedade
Mas que não justificam essa covardia

Nilo dos Anjos.

Na cidade de Deus haverá um grande trovão,
Dois irmãos separados pelo caos,
enquanto a fortaleza resiste, o grande líder irá sucumbir, a terceira grande guerra começará quando a grande cidade estiver em chamas"

Nostradamus?

13 junho 2006

O grito de Jó

LUIZ JOSÉ DIETRICH (autor do livro)
Resenha: Nilo dos Anjos
foto: Nilo dos Anjos

Obra dividida em 5 capítulos faz uma análise profunda e completamente imparcial DO LIVRO DE JÓ. Baseando-se em fatos históricos, nos transporta para época onde podemos contextualizá-la, situando-a ao período em que o povo Judeu era explorado e escravizado pelos Persas.
A estória era bem conhecida na palestina. Ela é bem mais antiga que o livro de Jô da bíblia. Dividida em duas partes, uma no início e outra no final, são como uma cena inicial e final de uma grande peça de teatro. São também como uma porta de entrada e uma de saída de um livro, mas elas não nasceram com o livro, são bem mais antigas, datam de 1000 anos a.c (Jô 1-2 e 42, 12-17). Já o os capítulos que se encontram entre as portas, 40 ao todo, escritos em versos, datam de 450 a 350 anos a.c e tratam das três rodadas de debates entre Jô e seus visitantes e a intervenção final de Deus. Contradições e diferenças entre as partes de prosa e poesia reforçam a idéia de que essas duas obras não são da mesma autoria. O Jô da prosa aceita tudo, é resignado e fiel a Deus, tem aquela paciência que virou provérbio popular. Enquanto o Jô da poesia tem uma atitude rebelde e questionadora.
O texto em prosa retrata a Teologia da Retribuição: os ricos são ricos porque passaram por esta prova; os pobres são pobres porque não confiaram na justiça de Deus, são pecadores. O texto em poesia traz uma Teologia Nova: a teologia é feita não sobre a paciência, mas sobre a rebeldia de Jô; questiona profundamente a Teologia da Retribuição e nos faz refletir sobre o fato das portas terem sido juntadas ao livro. Teria sido para limitar a rebeldia e domesticar a Teologia feita a partir da rebeldia? Ou foram juntadas para que pudessem ser demolidas por essa nova espiritualidade?
Fica bem claro que não é de Deus que estão falando no texto bíblico, na verdade trata-se de uma manipulação de um povo através de sua fé, com o fim de explorá-los e escraviza-los. Ë mais um registro histórico de como se oprimiam as massas para obter poder e dominá-las do que uma demonstração de fé e abnegação por conta de um homem, um homem que na verdade, não é um e sim a representação de um povo que clamava por justiça e cansou de ser explorado.

30 maio 2006

FALCÃO, MENINOS DO TRÁFICO


AUTORES: MV BILL E CELSO ATHAYDE

DURAÇÃO: 90 min

Nilo dos Anjos


Percorrendo os guetos e favelas do Brasil, MV Bill e Athayde mostram o que todo mundo já sabia!... A degradação humana mostrada em capítulos no FANTÁTISCO é comentada, no dia seguinte, em todos os cantos do Brasil. Talvez a grande surpresa tenha sido a exibição em horário nobre na Rede Globo.
O documentário foi idealizado ao longo de dez anos, durante as apresentações do Rapper MV Bill, em submundos espalhadas por todo o país. Se não fosse por essa informação, teríamos a impressão de que foi feito hoje mesmo em um mesmo lugar, dado ao fato de que não se percebe uma mudança nem no tempo, nem nas pessoas, a não ser pelo sotaque, único indicador de uma mudança de estado, dando a impressão de que não há diferença entre o submundo daqui e o de lá ou entre o subumano daqui e o de lá. Nas entrevistas, os menores são questionados sobre a vida que levam envolvidos entre a bandidagem e pressionados pela sociedade que os marginaliza. Nesse diálogo, surgem depoimentos marcantes como o caso do menino que gostaria de ser bandido quando crescer e do rapaz que queria conhecer um circo. Temos uma aula de comercialização de drogas, desde a captação até o consumidor. Mas não tem nada de novo, nada que filmes como
CIDADE DE DEUS e o documentário ÔNIBUS 174 já não tenham explorado. Talvez o fato de ser uma obra de ficção, no caso de CIDADE DE DEUS, dê uma impressão de que seja uma visão exagerada do autor, mas pelo que vemos em documentários como esse e o do ÔNIBUS 174, podemos perceber uma realidade ainda mais cruel. Resta saber o que estará por trás dessa exibição histórica em cadeia nacional em horário nobre pela Rede Globo. Daquilo que a emissora faz questão de esconder ou mostrar sob a ótica de um jornalismo comprometido com seus próprios interesses. Através de suas insípidas novelas (salvo raras exceções), que promovem o consumismo, ditam padrões e normas de comportamentos, inspiram a violência e preconceito alienando o espectador com doses diárias de “tranqüilizantes” e “alucinógenos”, fazendo-os acreditar que está tudo bem, quando na verdade a realidade é outra. Será que ela deixou de ser “vapor”?

19 maio 2006

Uma Definição de Felicidade


STEPHEN KANITZ

Todas as profissões têm sua visão do que é felicidade. Já li um economista defini-la como ganhar 20.000 dólares por ano, nem mais nem menos. Para os monges budistas, felicidade é a busca do desapego. Autores de livros de auto-ajuda definem felicidade como "estar bem consigo mesmo", "fazer o que se gosta" ou "ter coragem de sonhar alto". O conceito de felicidade que uso em meu dia-a-dia é difícil de explicar num artigo curto. Eu o aprendi nos livros de Edward De Bono, Mihaly Csikszentmihalyi e de outros nessa linha. A idéia é mais ou menos esta: todos nós temos desejos, ambições e desafios que podem ser definidos como o mundo que você quer abraçar. Ser rico, ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casar-se com um príncipe encantado, jogar futebol, e assim por diante. Até aí, tudo bem. Imagine seus desejos como um balão inflável e que você está dentro dele. Você sempre poderá ser mais ou menos ambicioso inflando ou desinflando esse balão enorme que será seu mundo possível. É o mundo que você ainda não sabe dominar. Agora imagine um outro balão inflável dentro do seu mundo possível, e portanto bem menor, que representa a sua base. É o mundo que você já domina, que maneja de olhos fechados, graças aos seus conhecimentos, seu QI emocional e sua experiência. Felicidade nessa analogia seria a distância entre esses dois balões – o balão que você pretende dominar e o que você domina. Se a distância entre os dois for excessiva, você ficará frustrado, ansioso, mal-humorado e estressado. Se a distância for mínima, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e sem espaço para crescer. Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter.
O primeiro passo é definir corretamente o tamanho de seu sonho, o tamanho de sua ambição. Essa história de que tudo é possível se você somente almejar alto é pura balela. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas. Querer ser presidente da República é um sonho que você pode almejar quando virar governador ou senador, mas não no início de carreira. O segundo passo é saber exatamente seu nível de competências, sem arrogância nem enganos, tão comuns entre os intelectuais. O terceiro é encontrar o ponto de equilíbrio entre esses dois mundos. Saber administrar a distância entre seus desejos e suas competências é o grande segredo da vida. Escolha uma distância nem exagerada demais nem tacanha demais. Se sua ambição não for acompanhada da devida competência, você se frustrará. Esse é o erro de todos os jovens idealistas que querem mudar o mundo com o que aprenderam no primeiro ano de faculdade. Curiosamente, à medida que a distância entre seus sonhos e suas competências diminui pelo seu próprio sucesso, surge frustração, e não felicidade.
Quantos gerentes depois de promovidos sofrem da famosa "fossa do bem-sucedido", tão conhecida por administradores de recursos humanos? Quantos executivos bem-sucedidos são infelizes justamente porque "chegaram lá"? Pessoas pouco ambiciosas que procuram um emprego garantido logo ficam entediadas, estacionadas, frustradas e não terão a prometida felicidade. Essa definição explica por que a felicidade é tão efêmera. Ela é um processo, e não um lugar onde finalmente se faz nada. Fazer nada no paraíso não traz felicidade, apesar de ser o sonho de tantos brasileiros. Felicidade é uma desconfortável tensão entre suas ambições e competências. Se você estiver estressado, tente primeiro esvaziar seu balão de ambições para algo mais realista. Delegue, abra mão de algumas atribuições, diga não. Ou então encha mais seu balão de competências estudando, observando e aprendendo com os outros, todos os dias. Os velhos acham que é um fracasso abrir mão do espaço conquistado. Por isso, recusam ceder poder ou atribuições e acabam infelizes. Reduzir suas ambições à medida que você envelhece não é nenhuma derrota pessoal. Felicidade não é um estado alcançável, um nirvana, mas uma dinâmica contínua. É chegar lá, e não estar lá como muitos erroneamente pensam. Seja ambicioso dentro dos limites, estude e observe sempre, amplie seus sonhos quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. Mantenha sempre uma meta a lcançar em todas as etapas da vida e você será muito feliz.

10 abril 2006

ARTE DE GOSTAR DE MULHERES

ARTE DE GOSTAR DE MULHERES

Arnaldo Jabor

Ainda nos meus tempos de graduação em jornalismo na Uerj, fui assistir a uma palestra do fotógrafo André Arruda, que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda.Em determinado momento da palestra ele relatava a sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase: "para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher". Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou:

- Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso - afirmou. O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher são necessários outros requisitos que são raros. Por isso a mulherada anda tão insatisfeita. Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente. Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso. Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo a não ser o de ver seu sorriso. É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente é assim porque seu homem não gosta de mulher.O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim com a qualidade do sexo que teve.Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida.O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro,da personalidade.

"Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Moraes no poema; Para viver um grande amor. Para amar verdadeiramente uma mulher o homem deve ser totalmente fiel, traí- la, jamais. Amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez.


O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher. Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostam de mulher é que conquistam várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, do amor e em última instância do impenetrável universo feminino. Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade. Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês - por incrível que pareça, para um nacionalista e anti-imperialista convicto.

É a Have you really loved a woman. É do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer "você já amou realmente uma mulher?". Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dá-la apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita. Como se vê, gostar de comer mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo. Precisa ser macho de verdade para isso.Quem se habilita?

* Arnaldo Jabor é carioca, cineasta e jornalista .

Leia outras cônicas dele nesse Site: http://www.paralerepensar.com.br/a_jabor.htm

18 novembro 2005

Perfeito


Não vou entrar no mérito da beleza, mesmo porque a filha do Fábio Jr. tem um rosto de safadinha que não dá pra resistir, mas quanto ao corpo, penso eu, não deve ser melhor que o da mãe, e talvez por sso as câmeras só insistam em ficar nos "closes".A sua rival é uma mulher linda, elegante e poderosa. Quem viu Rio Babilônia, de Neville de Almeida, de 1982, pode comprovar que a Torloni, ainda hoje, é uma mulheraça aos 50 anos.Pois bem, mas, então por que os homens preferem a Lurdinha (você deve estar me perguntando)? Eu vou dizer: não é a beleza, não é a juventude, não é a covinha, não é a vontade de comer a filha do Fábio Jr., não é a vontade de traçar a Glória Pires... Nada disso!!! O que mais atrai na Lurdinha é o seu jeito despojado de viver a ida, simples. Entendeu? No inicio da novela a mulher do executivo milionário, vivia em dilemas pessoais que não tem nada a ver com ele, corria pra Miami todo final de semana, e se sentia sozinha (sozinha?!?! como?!?!).Segundo ela, eles estavam passando por uma crise conjugal, ele não dava atenção para ela, e ela vivia dizendo: "não é nada, não é nada, me deixa, você não me entende", numa eterna TPM. Agora, imagine você chegar em casa, depois de um dia trabalho, e encontrar sua mulher dizendo que esta infeliz, e você pergunta pra ela: por quê, meu bem? E ela responde: Por causa da sua indiferença? Alguma mulher pode me dizer o que significa isso? Toda vez que vocês mulheres tem um principio de depressão, tão comum no ser humano e em outros grandes primatas, vocês culpam o homem e querem discutir a relação, nossa indiferença, nossa frieza, tudo no mundo. Suas tristezas têm que ter um motivo, um culpado, e a culpa é de quem? Dele, do cara deitado ao seu lado que não te dá flores há séculos.Ele, que nesse mesmo dia, lembrou de você, quando não pediu a sobremesa porque você disse que ela engorda; ele, que lembrou de você quando viu um pacote de viagem pra Aruba, mas, por ele não ter dinheiro para te dar esse passeio, ele se culpa e trabalha igual a um cavalo. Depois, quando chega em casa, vê sua amada toda feliz? Não, ele esqueceu de colocar a cueca no cesto de roupa suja, e você pensa que ele a trata como empregada. Ele não quer discutir, ele quer evitar um desgaste numa discussão ridícula por causa de um motivo fútil, mas a fêmea não deixa uma pequena falha passar, ela ataca o macho, até que ele, por extinto de sobrevivência reage, daí então, o que ela faz? Chama ele de grosso e mal educado.Quando os homens ficam depressivos, o que é comum a todos os seres humanos (faz parte de nossa psique), nós queremos ficar reclusos, quietos, refletindo, e vocês acham que estamos distantes... Mas, basta um choppinho com os amigos uma vez por semana, uma fuga das regras impostas pelo casamento, que pronto, já estamos revigorado, se sentindo bem com nós mesmos, e vocês nem ficam sabendo na maioria das vezes. Mas, vocês não conseguem passar por isso quietas, vocês querem dividir esse sentimento com a gente, quer que nós resolvamos isso pra vocês como se isso fosse uma pia pingando ou um sofá fora do lugar. E, como nós não fabricamos anti-depressivos, vocês nos culpam, já que deveríamos então, compor poemas todos os dias pela manha para vocês, apesar de nós não gostarmos de poemas. A Lurdinha faz com que o Glauco se sinta jovem, irresponsável. Ele chega perto dela e aí? Ela conta uma piada sacana, e... sexo, sem preocupação, sem dores de cabeça, sem essa coisa de "vai mais devagar", ou "fala que me ama", apenas curtição, os dois riem de tudo, tudo é legal, tudo é bom, e quando não é bom, vamos insistir. Os homens não pensam em outras mulheres, quando as deles são as mais divertidas e engraçadas. Problemas? Os homens gostam de resolvê-los e não de discutí-los. O melhor amigo do Glauco, o Laerte, não larga sua mulher. Simplesmente, porque ela não complica as coisas, ela quer uma coisa, ela vai e pega, ela quer sexo, ela vai e agarra, ela não fica discutindo relação com ele, e ele pode então chegar em casa, escutar uma abobrinha, e pronto, estão na cama. Alguém acha que as crises da mulher são culpa do homem? Por quê? O que ele fez? O que nós fizemos? Por que as mulheres complicam a vida? Por que tem sempre uma explicação sem sentido pra tristeza delas? Por que nós estamos sempre distantes? Por que estamos sempre estranhos? Que MERDA isso quer dizer? Por que vocês não simplificam as coisas, e arrumam explicações mais simples para as suas angustias? A angústia sempre existiu e sempre existirá, e todos nós somos movidos por ela. É nosso medo da fome que nos faz trabalhar, poupar, e aceitar certas humilhações no trabalho. É nosso medo da morte que nos faz evitar o perigo. É a angústia pela realização profissional que nos faz trabalhar até 16 horas por dia. A obstinação existe em nossas angústias, para o obstinado ele TEM QUE FAZER, senão morre, sofre, chora, se desmancha, se desfaz. A angústia é um sentimento individual, próprio, e que só tem sentido para nós mesmos. Nossos medos e temores, as coisas que nos revoltam e irritam, as coisas que não aceitamos, etc., são coisas nossas, unicamente de foro íntimo e pronto! Quem tem que lidar com isso? Nós mesmos, e pronto. Quem tem a resposta? Nós mesmos. Por que culpar os outros? Por que não achar que a culpa é de vocês? Por que tem que haver um culpado? A Lurdinha não cria tempestades em copo d'água, ela apenas vive, e não se preocupa, e não preocupa o Glauco, e ele fica leve, leve como num sábado à tarde (como estou agora, pensando e digitando estas impressões). Não tem o que ele faça que a irrite, então, ele pode cometer pequenos erros, que ela não vai ligar, ele pede desculpas, e pronto, acabou! Ninguém precisa ser perfeito, nem ter a bunda perfeita, só precisa ser fácil de lidar.

10 novembro 2005

Hotdog real


Você seria capaz de comer carne de cachorro?

Neste primeiro artigo, resolvi falar sobre um blog que promove a venda de carne de cachorro para consumo, algo para muitos completamente nonsense, mas pra quem não sabe, a carne de cachorro, é muito apreciada na Coréia. A despeito disso, o que se pretende, pelo que parece, é chamar a atenção para a questão do consumo de carne. Afinal, porque não comer também carne de cachorro, já que se come também a de outros animais sem nenhum constrangimento? Como bem se disse na inusitada página, a humanização do cão não nos permite tamanha "aberração", mas o que dizer dos outros animais, alguns até tão "humanizados" e estimados quanto os cães, outros até adquiriram o status de animais sagrados, como é o caso da Vaca, na Índia, carne tão apreciada por nós brasileiros e por grande parte do mundo.
Acesse o link http://www.hotdogreal.blogspot.com/ e leia a crítica bem humorada, sarcástica e intelingente sobre nossos hábitos, reflita e faça seu comentário.
Aproveite também e dê uma lida no artigo de Marcelo Salles no Fórum da CAROS AMIGOS.

Abraços.

DeSoRDeM