25 outubro 2006

BELEZA RARA

Beleza rara!

Metade cara de uma outra vulgar.

Metade solução da outra problema.

Das duas a única que vale a pena.

Quero agora suas asas cortar!

Pois sou vaidoso,

Não vou te negar.

Por causa da outra beleza vulgar,

Fui contaminado sem ter como curar.

Por isso lhe prendo pra ti admirar

Em uma gaiola em cima de um altar.

Mereço um castigo por não compartilhar

A sua beleza para outros olhar.

Mas não tenho medo de alguém me matar

O que mais me apavora é cego ficar.

Beleza rara... Vou sempre velar.

Eu que lhe prendo quero me libertar.

De seu cândido encanto furtivo ao olhar,

Desses olhares vulgares que não vem da alma.

Estou cego de tanto vê-la

E acabo de me curar.

Nilo dos Anjos

Dá um abraço?
The Beatles - Twist and Shout/ I Wanna Hold Your Hand

20 outubro 2006

Blue Oyster Spiral Fractal Zoom

No matter how deep you go, there's always
This movie took quite a few days to calculate.

In 1993, when i first made a poster of the image i call "blue oyster spiral,
d spots i want to explore that take a present day computer months to calculate.

I'm ambivalent about the fact that no computer will ever be powerful enough to
, it will never be enough. oh well :-)

Music: "Breakaway" by Big Pig. Copy/paste link below to purchase the music from amazon.com.

http://www.amazon.com/gp/product/B000007TX2?ie=UTF8&tag=dinnersobirdcall&linkCode
=as2&camp=1789&creative=9325&creativeASIN=B000007TX2

Fractal: animated in much higher resolution than this with fractal extreme.

Fractal Posters available at the link above.

VOLUNTEERS NEEDED for my next fractal zoom video! I just rendered 100 frames of it in 63 hours
and i'd really like to be able to do more. if you want to help me, download the evaluation copy of ULTRA FRACTAL
animation edition (google it to find it), then run the little fractal server software that comes with it. contact me via email
(address at my site, link above) to let me know your ip# so i can add you to the project. -Dave

19 outubro 2006

Lula, apesar de tudo

Por Lula, apesar de tudo

Por Walter Takemoto

Deixei de ser militante do PT já faz alguns anos. Dessa condição, passei para a de eleitor engajado, aquele que escolhe muito bem os seus candidatos, que na véspera das eleições, com a “temperatura” elevada, pega sua camiseta, uma bandeira e um monte de propaganda e vai pra rua disputar os votos dos indecisos. Mesmo longe da militância estudantil, sindical e política que marcou grande parte da minha vida, ainda hoje me considero, sem nenhuma vergonha, socialista, daqueles que de vez em quando ainda acham que um dia irá ocorrer a revolução socialista, a emancipação do proletariado, mesmo que muitos afirmem que o proletariado já não existe mais.

Pois bem, essas ultrapassadas linhas escrevo para dizer que ainda vou votar e disputar na rua votos para o Lula.

E não se trata de votar por saudade do Lula do final da década de 70, pois aquele Lula mandava os peões do sindicato tomar os nossos jornais e nos expulsar das assembléias do sindicato, apenas e tão somente por sermos militantes de organizações de esquerda.

Da mesma forma, não se trata de saudade do Lula do inicio dos anos 90, que montava a estratégia de longo prazo de assumir a hegemonia excludente do PT, por meio da Articulação.

Menos ainda saudade do Lula do final dos anos 90, que com a Articulação estruturou um partido que em nada mais se assemelhava ao PT que empolgou operários, militantes dos movimentos sociais, das organizações de esquerda, estudantes, profissionais liberais, intelectuais e todos aqueles que alimentavam o sonho de uma sociedade socialista, e que trocaram suas células por núcleos de bairro, vilas, fábricas e escolas, dedicando tempo e energia para construir um partido de massa de verdade. O PT do final dos anos 90 passou a ser o PT dos assessores, dos cargos comissionados, dos dirigentes profissionalizados, e dos especialistas das sombras. Passou a ser o PT que deixou de ter um programa socialista para o Brasil, para ser o PT do projeto estratégico de um determinado grupo, que estruturou a máquina do partido e das administrações conquistadas para a concretização desse projeto.

Mas então, onde é que está a motivação para votar no Lula em 2006?

O motivo que me leva votar de novo, e mais uma vez no Lula, é a esperança!

A esperança de que o Lula, por fim, assuma a Presidência e nesses quatro anos cumpra uma única promessa: a de que a esperança vencerá, de verdade, o medo!

E dessa vez estamos vendo os mais pobres, os excluídos, os que sempre estiveram fora da história oficial do nosso país, votando em um presidente operário, rompendo com a elite, as oligarquias e buscando alguma forma de se inserir no jogo político.

Estamos vendo, também, muitos jovens e adolescentes de hoje, que não viveram a ditadura e muito menos o processo de retomada das lutas democráticas e sociais e de fundação do PT, que se empolgam com o Lula e assumem a sua defesa com as poucas armas que possuem.

Construir as condições efetivas para transformar os excluídos, os adolescentes e jovens que hoje estão votando no Lula em protagonistas e não apenas em eleitores, é de fato derrotar o medo e dar uma chance para que a esperança se transforme em futuro.

A maior derrota para o Lula, portanto para todos que ainda alimentam o sonho de uma sociedade democrática, mais justa e igualitária, não é a derrota eleitoral em 2006 - como não foram as anteriores - mas a derrota política de todos os milhões de brasileiros e brasileiras que se mobilizaram para lhe dar a vitória parcial no primeiro turno. Esses milhões votaram no Lula apesar da campanha monstruosa dos meios de comunicação, do discurso moralista hipócrita de muitos - inclusive de uma candidata – e de petistas que assumiram a máxima do vale tudo para manter o poder e o privilégio, e se transformaram em militantes de quadrilha.

E no rastro da vitória do Lula, o povo nordestino impôs às oligarquias derrotas inesperadas na Bahia – retumbante – e no Maranhão, que pode se concretizar no segundo turno, além das vitórias no Ceará, Sergipe, Piauí e a se confirmar, também no segundo turno, em Pernambuco. E o Lula ainda venceu em Minas, no Rio e Espírito Santo. Não se trata da divisão do país entre ricos e pobres, ou norte e sul. Trata-se do resultado das políticas implementadas pelo Governo Federal. Enquanto que os pobres e excluídos votaram no Lula, legitimando as políticas inclusivas implementadas, a classe média e a elite, beneficiada tanto ou mais, quando pode escolher, sempre irá optar por um igual, jamais por um “estranho”. E o Alckmin é um igual, faz parte da elite que domina o Brasil desde sempre.

Por tudo isso, e muito mais que se pode argumentar, escrever e debater, é que meu voto é Lula, é um voto na esperança de que ele assuma a Presidência e cumpra esse compromisso: transformar o voto e a esperança de milhões em protagonismo político e social - diferente do caudilhismo que alguns até gostariam de ver por aqui – que seja um processo que faça com que o futuro esteja logo ali, mesmo que não seja aquele pelo qual nós lutamos um dia, mas que seja o que faça todos nós afirmarmos a nossa identidade de homens e mulheres livres e felizes, pois fomos capazes de dar um basta as formas mais sutis e perversas de dominação, de todos os tipos, à esquerda e à direita!

Abraços e que dia 30 seja um dia mais feliz, no Maranhão, em Pernambuco, no Pará e em todo o Brasil!

Walter Takemoto e educador.

21 setembro 2006

Trash


無惨なお姿, originally uploaded by mmk_kobayashi.

Nonsense


パンクス専用, originally uploaded by mmk_kobayashi.

Nonsense


機械の体がほしいの, originally uploaded by mmk_kobayashi.

Teoria do caos (Uma borboleta bate asas e tudo pode acontecer

19 setembro 2006

Precatório (E a vergonha continua)

Precatórios

Escândalo do desvio de recursos dos precatórios voltou a repercutir

O escândalo protagonizado pelo governo Germano Rigotto e por sua base de sustentação durante a votação, às pressas, do Fundo Estadual dos Precatórios voltou a repercutir no plenário da Assembléia Legislativa.

Na tarde desta terça-feira (5), o líder da bancada do PT, deputado Flavio koutzii subiu à tribuna para manifestar sua indignação com a manobra e agilidade do governo estadual para criar o Fundo de Precatórios, e desviar os recursos deste para outros fins. O projeto foi aprovado de tarde, sancionado à noite, publicado no Diário Oficial da manhã do dia seguinte. Os saques foram efetuados de tarde e, logo a seguir, os recursos acabaram desviados para a folha de pagamento. “Ficou no ar uma sensação desagradável. Como o governo Rigotto pôde fazer uma coisa destas na cara de todo mundo?”, indaga-se Koutzii.

Conforme o líder petista, as enormes dificuldades enfrentadas pelo Tesouro Estadual não são novidades para ninguém. “O tema foi objeto de duas exaustivas discussões recentes: uma na Subcomissão da Assembléia e, outra, durante o Pacto”. Koutzii também lembra que, ao aumentar substancialmente as despesas de custeio, Rigotto reverteu os resultados positivos da gestão anterior agravando as finanças estaduais. Isto ocorreu apesar do aumento de receita decorrente do tarifaço do ICMS e do corte ilegal dos créditos dos exportadores.

Segundo Koutzii, as dificuldades financeiras do Estado reduziram os pagamentos de precatórios judiciais, resultando no crescimento da dívida com milhares de credores. Pelos cálculos do parlamentar, o montante deste passivo supera R$ 3 bilhões. “Até aí, nada de novo. O dinheiro é pouco e o precatório não é prioridade”, frisou o líder petista. Para ilustrar, ele disse que, em 2005, Rigotto empenhou R$ 264 milhões para precatórios, mas só liquidou e pagou R$ 15 milhões, ou seja, de cada R$ 100,00 prometido, pagou apenas R$ 5,60. Estes números constam no Relatório de 2005 do TCE.

Outro escândalo identificado por Koutzii no projeto do FEP diz respeito ao artigo 5º, que autorizou o aumento do saque dos recursos captados no fundo dos depósitos judiciais de 70% para 85%. De acordo com o líder petista, o governo engordou o Caixa Único em cerca de R$ 200 milhões, diminuindo as reservas do Fundo de 30% para apenas 15%. Além disso, como os recursos estão depositados no Banrisul, o banco deverá honrar as obrigações decorrentes das sentenças. Se os 15% forem insuficientes, a instituição paga e cobra do Tesouro Estadual os encargos financeiros. Repete-se aqui o que já ocorreu no empréstimo para o 13º do funcionalismo. É evidente que este artigo 5º é um corpo estranho, nada tem a ver com a criação do FEP”, avalia Koutzii.

Por fim, ele lembra que a justificativa do projeto previa recursos para o sistema prisional do estado. “Mas o que o sistema prisional do Estado tem a ver com o pagamento de precatórios?”, indaga-se Koutzii, acrescentando que o Executivo Estadual não especificou o destino destes recursos no texto da lei. Para o deputado, com este episódio, o governo Rigotto demonstrou como usar uma boa causa como escudo para enganar o Parlamento e a opinião pública.

Por Stella Máris Valenzuela

15 setembro 2006